Entusiasmos de ano novo

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É típico iniciarmos o ano com propósitos para tornar a nossa vida um pouco e mais equilibrada. A esse nível são muitas as pessoas que tomam a resolução de iniciar uma poupança. Há quem recorra ao mealheiro, outros a depósitos a prazo ou ainda há aqueles que decidem investir em produtos de maior risco para retirar maior rentabilidade.

Tenha cuidado com as suas contas poupança

Se este é o seu caso é importante cumprir regras básicas para investir com sucesso.

1) Deve investir dinheiro que não seja do seu fundo de emergência (este fundo deve representar um valor idêntico a 3-6 meses dos gastos mensais).

2) Para investir tenha objetivos definidos: qual o máximo de rentabilidade ou de perda que está disposto a assumir? Qual o horizonte temporal? e conheça o seu perfil de investidor.

Qual o seu perfil de investidor?

Pode ser do perfil conservador (avesso ao risco), moderado (assume algum risco e reage bem a ligeiras alterações de valor) ou agressivo (prefere maior rentabilidade ao conforto).

3) Por fim, invista apenas naquilo que conhece. Temos assistido a vários casos de clientes que culpam os bancos por terem subscrito determinados produtos financeiros que desconheciam o risco. Se é da responsabilidade dos bancos, é possível que venham a ser responsabilizados judicialmente.

Mas muitas vezes são os próprios clientes que não só não percebem como não têm “pachorra” para ler todas as características dos produtos que estão a subscrever. Estes entusiasmos podem levar à bancarrota. Se tem vontade e disponibilidade para investir procure aconselhamento e não se demita da responsabilidade de conhecer a fundo onde está a aplicar o seu rendimento.

Como escolher uma conta poupança?

Nem todas as contas poupança são iguais, pelo que sugerimos que tenha em atenção algumas regras, que acabam por ir ao encontro do que já foi referido acima, se o seu objetivo for ganhar ou poupar dinheiro.

Conheça os riscos, conheça todas as regras e enquadre este investimento na sua carteira e no seu orçamento familiar.

Para mais detalhes sugerimos que siga esta ligação que irá ajudá-lo no seu esforço de poupança.

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Entusiasmos de ano novo

Um livro para poupar dinheiro

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Começa o ano e talvez seja altura de recomendarmos um livro essencial para que possa poupar dinheiro todos os meses. Focamo-nos na Reorganiza na redução de prestações com créditos, pelo que o livro que recomendamos é focado exatamente neste campo.

Como acabar com as dívidas?

O Livro “Como Acabar com as Dívidas” foi escrito por dois sócios da Reorganiza e foca a sua atenção em estratégias para reduzir as suas prestações com créditos. Explora, entre outras estratégias:

Crédito Consolidado – Onde lhe explicamos como pode reduzir os seus encargos juntando todos os créditos num único. Mais do que explicar como, explicamos porquê e quais as potencialidades desta alternativa.

Renegociação de Créditos – Uma alternativa onde a Reorganiza tem assumido um papel de relevo junto das famílias portuguesas. Mostramos estratégias para negociar com os bancos e para conseguir reduzir as suas prestações. O foco é, naturalmente, contribuir para que possa poupar dinheiro todos os meses para liquidar antecipadamente todos os seus créditos.

E como não voltar a cair no problema?

O livro proposto mostra-lhe diversas estratégias e formas para controlar o seu dinheiro de modo que não volte a cair no problema. Isto porque a memória é curta e tendemos a esquecer-nos do que nos levou a cair no problema do excesso de endividamento.

Como começar?

Sugerimos que leia o livro e que procure aprofundar um pouco nas estratégias que exploramos. De seguida, poderá consultar-nos para procurar alternativas e para que o ajudemos a poupar dinheiro com os seus créditos. Já reparou? Depois de começar a poupar dinheiro com créditos é tempo para constituir uma conta poupança ou um PPR para se acautelar em relação ao futuro. Não sabemos o que esperar do futuro pelo que nunca é demais assumir uma postura de prudência, isto porque o “seguro morreu de velho”.

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Um livro para poupar dinheiro

O Banif foi vendido?

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Depois de tantos meses com más notícias (algumas delas terrivelmente irresponsáveis) e com incerteza assistimos a um desfecho que já era provável. O Santander ficou com o que interessa do Banif e o resto é assumido pelos contribuintes. Neste contexto, interessará perceber o que fazer à sua conta no Banif.

Quer ser cliente do Santander?

A primeira e única pergunta que tem de se colocar é se quer ou não ser cliente do Santander. O Santander é um banco espanhol, com a agressividade comercial que caracteriza os bancos espanhois. Esta agressividade é vista nas boas condições associadas aos seus créditos. O crédito habitação e o crédito pessoal do Santander são muito agressivos, pelo que pode fazer sentido manter-se no banco e esperar pelas possibilidades de negociação com o banco.

Para que precisa de um banco?

Depois de saber se quer ser cliente do Santander poderá fazer sentido fazer uma outra reflexão. Para que precisa do banco? Para ter lá as suas contas poupança (que na maioria dos casos são pior remuneradas do que os certificados de aforro)? Para as suas transações do dia-a-dia? Ou para outra coisa qualquer?

A tendência da banca vai-se manter

Depois do BPP, BPN, Novo Banco, Banif… a tendência de consolidação da banca irá manter-se. Ainda existem desafios no setor financeiro. Alguns bancos têm a necessidade de ser recapitalizados. Outros bancos irão ter de ter uma reconfiguração da sua estrutura acionista. E a grande maioria deverá ter de reduzir de forma expressiva a sua estrutura de custos. Ou seja, deveremos ter mais despedimentos e a redução do serviço prestado pelos gerentes de conta.

Os bancos vão-se voltar para os clientes com dinheiro

Infelizmente, parece-me que a tendência para os próximos anos no setor financeiro, quer seja o português quer o internacional, passará pela desintermediação. Ou seja, os bancos irão apostar nos clientes com elevado património e deixar os clientes de retalho (com património abaixo dos €50.000-€100.000, para ser simpático) para uma relação à distância. Sim, será mais difícil ter aconselhamento. Mas isso talvez não seja assim tão mau pois também não terá um comercial a tentar vender-lhe todo o tipo de produtos que apenas geram comissionamento para o banco.

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O Banif foi vendido?

Consumismo de Natal

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Entrámos na época de consumo por excelência. No passado, o Natal era entendido como um período de grande união familiar. Hoje em dia, o consumo (e o consumismo) têm-se assumido cada vez mais como a tónica dominante em Dezembro. Não dizemos que os presentes e o simbolismo não devam fazer parte. E não queremos também apelar para a austeridade sem sentido. No entanto, parece-nos que devemos apelar para uma reflexão sobre aquilo que é realmente importante nesta altura, porque as nossas respostas irão ter implicações profundas na forma como encaramos o dinheiro, o consumo e a poupança.

O consumo é positivo… mas não é tudo na vida!

O consumo não é algo errado à partida. Aliás, sem ele não poderíamos viver. Parece-nos, contudo, que esta febre de consumo não nos faz nada bem, especialmente porque é desligado do nosso nível de vida e das nossas possibilidades orçamentais. Numa análise fria, não é por acaso que o volume de endividamento tem uma tendência crescente, apesar de já estar em níveis demasiado altos.

Por que não ser mais criteriosos na oferta de presentes?

Por que não ser diferente nesta época? Por que não optar por um maior rigor na atribuição de presentes (em família e nas empresas podemos sempre fazer o “irmão secreto” e assim evitar dar presentes a todos. Outras famílias juntam algum dinheiro para distribuir em instituições sociais). A imaginação e o engenho podem ser utilizadas para reduzir o consumo e aumentar os níveis de poupança, ao mesmo tempo que eliminamos o consumismo e apelamos a um maior sentido para as nossas vidas.

Avós, por que não abrir uma conta poupança?

Os avós (ou os tios) podem criar o hábito de poupança nos seus netos com a constituição de contas poupança. Através de entregas periódicas ajudariam a criar o hábito de poupança, nos seus netos, transmitindo-lhes ao mesmo tempo as potencialidades de uma postura de poupança e corte de custos que será essencial para poupar dinheiro.

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Consumismo de Natal

Black Friday – O que aprender?

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Há dias assistimos à corrida do Black Friday. Um dia em que supostamente os preços de um conjunto extenso de produtos caem abruptamente. Neste artigo queremos deter-nos na lógica deste dia e em algumas lições que podem ser importantes de retirar.

Será que precisamos mesmo de comprar?

A primeira reflexão que podemos fazer consiste em perceber se precisamos mesmo dos artigos que estão em promoção. Será que são mesmo úteis? Será que não são produtos que serão descontinuados? Será que esta suposta oportunidade única vale a pena e é justificada?

Infelizmente, muitas vezes fazemos comprar apenas porque os produtos estão em promoção. Ou em destaque… e acabamos por tomar más decisões, decisões que não são enquadradas com o nosso orçamento familiar ou que nos levam mesmo a fazer um crédito pessoal para nada…

Como justificar a loucura do consumo?

É pena pensar nisso. Olhamos para imagens que chegam muitas vezes a ser deprimentes. Que nos chegam a chocar. Pessoas a correr para comprar telemóveis e outras tantas coisas… e para quê?

Podemos precisar de determinados produtos e pode fazer sentido aproveitar oportunidades. No entanto, diz-nos a experiência que é possível encontrar diversas oportunidades noutros dias ou, por que não, em outlets. É tudo uma questão de procurarmos…

Por que não fazer um Black Friday da poupança?

Temos meses em que temos rendimentos mais elevados. Seja com o reembolso do IRS, o subsidio de férias/Natal ou mesmo algum prémio extraordinário. E por que não aproveitar esta oportunidade para reforçar as nossas contas poupança e, com isto, garantir que iremos receber juros (em vez de pagarmos juros nos nossos créditos pessoais ou mesmo no crédito consolidado?)

Não viver para o dinheiro

Ter uma postura de poupança irá ajudar-nos a não viver constantemente focados no consumo e na despesa. Irá ajudar-nos a viver desprendidos dos bens materiais que apesar de fazerem falta não nos definem e não devem ser utilizados como forma de compensação.

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Black Friday – O que aprender?

Como poupar dinheiro no dia-a-dia?

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Esta é uma pergunta que muitas pessoas se fazem todos os dias. Algumas vezes mais do que uma vez por dia. Tipicamente olhamos para o nosso mês e pensamos que não conseguimos “apertar mais o cinto”. Não há espaço para cortar mais pois já vivemos no limite. Será mesmo verdade? Será que não conseguimos mesmo poupar dinheiro?

O que é importante na minha vida?

Diz-nos a experiência que o ponto fulcral de análise para responder à questão formulada passa por saber responder a uma pergunta muito mais profunda e estruturante: “O que é realmente importante na minha vida?”.

Uma pergunta aparentemente banal mas que encerra em si uma realidade muito mais profunda do que pensamos. Isto porque tendemos a olhar para o consumo e para os bens materiais como um fim em si mesmo e não como um meio para atingir determinados objetivos.

É verdade que muitas pessoas vivem abaixo do limiar do razoável. É verdade que muitos foram afetados brutalmente por esta crise e que clamam por solidariedade e por uma folga. Mas também é verdade que tendemos a dar valor a um conjunto de coisas que talvez não sejam assim tão importantes quando olhadas numa perspetiva mais ampla.

Poupar dinheiro passa por nós

A austeridade tem de ter um fim. Tem de ter um limite (lamento dizer que não será nos próximos 3-4 anos que assistiremos ao fim dos cortes, mesmo que muitos venham prometer o contrário). Mas a saída para a austeridade passa por nós. Passa pela nossa capacidade de vencer as adversidades, de ser mais produtivos, de cortar custos e de dar valor ao que é de facto de valor. E com isto não quero assumir uma posição moralista pois cada um deve saber aquilo que de facto é merecedor de despesa. Caso contrário, passamos facilmente para o campo do consumismo.

Duas formas de poupar dinheiro facilmente

Quer ideias para poupar dinheiro? Sugerimos que veja se consegue fazer um crédito consolidado ou, em última análise, renegociar os seus créditos. É possível poupar muito dinheiro com estas duas estratégias!

E porque não poupar dinheiro nos seguros?

Uma estratégia cada vez mais popular passa por poupar dinheiro nos seguros associados ao crédito habitação. Tem medo que lhe subam o spread? Mas sabia que isso não é permitido? Veja como poupar dinheiro ao transferir o seguro de vida do crédito habitação. É fácil e não tem custos associados!

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Como poupar dinheiro no dia-a-dia?

A quebra da confiança

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Há um dado objetivo que nos deve levar a refletir sobre as consequências dos atos políticos: a bolsa de Lisboa está com dias sucessivos de perdas avultadas. O que é que isto significa? Antes de tentar explicar o seu significado cumpre deixar claro que não vou fazer considerações partidárias sobre a quebra de confiança que alguns eleitores estão a sentir por terem um governo inesperado.

Os mercados são reis?

O que pretendo refletir é sobre o binómio pessoas versus mercados. Temos assistido a um debate sobre a importância dos mercados como se estes fossem uma entidade vazia e um conceito meramente teórico. Mas a verdade é que mercados e pessoas não podem ser tratados isoladamente.

O que acontece nos mercados tem reflexo na vida de cada um e, da mesma forma, o que a população vai vivendo tem reflexo nos mercados. Dizer que “sou pelas pessoas e que não são os mercados que ditam as regras” é uma falácia. Todos nós vivemos numa economia de mercado e disso não podemos escapar.

Não trair a confiança

Assim como numa relação humana a confiança é o garante da mesma, também o dinamismo dos mercados é tanto maior quanto maior for a confiança. E isso pode traduzir-se em riqueza gerada para as pessoas.

O que está a acontecer na Bolsa de Valores não é uma manipulação política, nem uma reação dos que estão incomodados com a moção de rejeição. Simplesmente vivemos um tempo de desconfiança face à capacidade de retoma do país, o que se traduz na queda dos produtos de risco e na queda do valor das contas poupança das famílias.

A economia está melhor mas…

Quase todos os indicadores macroeconómicos têm revelado melhorias e há receio que este caminho seja revertido. É um receio do desconhecimento e da incerteza dos entendimentos prometidos serem duradouros. Não há aqui nenhum complôt contra a esquerda. É apenas um reflexo da nossa própria imagem.

Onde colocar o nosso dinheiro?

Sugerimos que leia os artigos sobre sugestões de poupança (para perceber onde pode cortar custos), sobre depósitos a prazo e sobre PPR. Veja como rentabilizar um pouco mais o seu dinheiro, sendo certo que deverá assumir mais riscos para ter mais retorno.

João Raposo

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A quebra da confiança